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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Prezi - Renascimento Cultural

Se você é fã da banda Guns N' Roses, com certeza conhece as capas dos (já) clássicos álbuns Use Your Illusion I e II, de 1991. A silhueta em destaque nas duas capas faz parte da obra A Escola de Atenas (1509-1510), do renascentista Rafael Sanzio. Este e outros fatos ilustram como o Renascimento Cultural ainda está presente nos dias de hoje, tanto em sua forma acadêmica como no imaginário popular.
Capas dos álbuns Use Your Illusion (Guns N' Roses) e
detalhe de A Escola de Atenas (Rafael Sanzio).
 
E por falar em Guns N' Roses e
Renascimento... Monalisa for
Destruction, de Will Knack.
Outros exemplos seriam as inúmeras releituras - ou mesmo paródias - da Criação de Adão (1511), detalhe da obra de Michelangelo na Capela Sistina: mesmo quem nunca viu esta pintura em sua forma original, já se deparou com esta imagem e seus personagens ou cenário trocados. Da mesma forma, a célebre Mona Lisa ou La Gioconda (1503-1506) de Leonardo da Vinci talvez seja a obra mais conhecida deste período. Além disso, da Vinci também nos presenteou com seus projetos de máquinas voadoras, de guerra e arquitetônicos, impossíveis de serem concretizados em sua época, mas que hoje são objetos comuns nas paisagens humanizadas.

Assim, faço minha contribuição na divulgação deste tema com uma apresentação no formato Prezi sobre alguns artistas do Renascimento Cultural. Prezi é um aplicativo que permite edições com o recurso de zoom, causando um ótimo efeito visual. No caso desta apresentação, basta clickar nas setas direita e esquerda da barra inferior ou do próprio teclado para avançar ou retroceder entre as informações e imagens. Para uma melhor visualização, utililize o botão "fullscreen" (no canto inferior direito) para aumentar para a tela cheia:



É claro, impossivel listar todos os artistas deste importante movimento. Entretanto, como o Prezi pode ser editado a qualquer momento, aos poucos irei acrescentar outros artistas a esta apresentação.

terça-feira, 8 de março de 2011

Como ofender de forma despretensiosa e genial

Um incentivo para que eu volte a postar... Levantado a bandeira da liberdade permitida pelos blogs, publico desta vez uma resenha que fiz sobre um álbum, artista e banda que gosto muito. Entretanto, acho que o texto também revela que não consigo fugir das amarras de uma interpretação historiográfica de (quase) tudo.

The Raconteurs é um dos “projetos paralelos” do músico Jack White. Chamo White de músico – e não apenas guitarrista – porque ele é um dos poucos artistas do atual cenário pop que pode manter esse título. Afinal, sua inteligência e criatividade não permitem que ele permaneça apenas em sua banda “oficial”, The White Stripes (na qual faz parceria com a baterista Meg White), mas sim mantenha outras duas bandas e várias participações e featuring’s com artistas do naipe de Jimmy Page e da cantora Loretta Lynn, além de já antigos rumores de uma parceria com o Radiohead de Thom Yorke. Além disso, Jack White sabe como ninguém o momento e o ambiente certo para fazer determinado tipo de som e, o mais impressionante, sua capacidade para fazer hits em qualquer trabalho e estilo que produza. Ademais, sua performance no palco completa meus argumentos para chamá-lo de artista.

Voltando aos Raconteurs, escrevo especificamente sobre o álbum Consolers of the lonely, de 2008. Impressionante, absurdo e ótimo são adjetivos que eu poderia usar para descrevê-lo, mas prefiro dizer que o álbum é ofensivo. Este trabalho simplesmente ofende qualquer nova banda que ambiciona se apresentar como algo novo, a “salvação do rock”.
Nada disso, Consolers... não pretende salvar o rock, mas sim revigorá-lo. Revisitações a estilos antigos, dos ’50 aos ’80 não faltam. E tudo isso com muita técnica e lançando mão de vários recursos e instrumentos diferentes. Lógico, os Raconteurs não são apenas Jack White, pois conta com músicos de alta qualidade: Jack Lawrence (contrabaixo), Brendan Benson (guitarra, vocais e teclados) e Patrick Keeler (bateria).
Tudo isso junto forma algo que há muito não tinha ouvido. Acompanho muitas bandas novas, mas esse álbum conseguiu fazer estilos antigos soarem como novos.
O lado A é simplesmente um escândalo! Riffs, gritos e fortes baterias contrastando com sons cool conduzidos por um piano que parece ter uma conversa de antigos amigos com a guitarra, observados pelo atento contrabaixo e com uma bateria deixando seu recado em momentos pontuais. Numa das músicas, “The Switch And The Spur”, o grupo lança mão de praticamente tudo o que é permitido para se alcançar uma música que sintetize o que escrevi acima. Numa só canção, solos de guitarra e de metais, capela e coros, e até a uma linha de piano que procura acompanhar – e por que não? – imitar o que os metais estão dizendo.
Falei em lado A porque, apesar de ser lançado em CD, fica claro onde termina um lado e começa outro – mais uma vez recuperando uma antiga prática, a de determinar uma ordem das faixas e fazer com que elas permitam perceber um início, meio (clímax) e fim para o lado. A face B é recheada de hits em potencial, que revisitam desde os acordes do folk norte-americano até as guitarras ensurdecedoras do punk londrino, passando por boas lições do rock e das baladas. Destaque para “Top Yourself”, que já correu muito pelas rádios despertando aquele raro sentimento de “Que som é esse? Parece que eu já ouvi mas, ao mesmo tempo, soa tão novo...”, mais uma vez mostrando o talento de White e seus parceiros para fazer músicas boas, mas que podem perfeitamente tocar numa FM sem causar estranhamento para os acostumados com o easy listening e, ao mesmo tempo, conquistar a admiração dos mais exigentes.


The Racounters, em Consolers of the lonely, lançam mão do que há de melhor na música dos últimos 50 anos para criar seu próprio som. O cheiro de silício contrasta o tempo todo com o ar rústico da capa do álbum e das bases, enquanto os acordes com seus solos e riffs contagiantes fazem o papel de criar sua própria identidade para o grupo.