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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Professor, escola, instituições culturais: parcerias para uma cidade educadora

Informações baseadas nas vídeo-aulas da Profª Rosa Iavelberg (USP), para o curso de Especialização "Ética, valores e cidadania na escola" (EVC - USP/Univesp). Inseri algumas de minhas experiências como Professor, sobre o tema aqui abordado, para contribuir no debate.

A cidade pode se tornar educadora quando seus espaços são utilizados para fins pedagógicos. A prática mais comum nesta esfera consiste em visitas a espaços urbanos e/ou instituições culturais. Ademais, as novas tecnologias trazem o recurso de visitas virtuais, que podem servir tanto como complemento do projeto quanto como alternativa no caso da impossibilidade de uma visita física.
Visita feita com meus alunos do 8º ano ao Forte de
São João, em Bertioga / SP (maio de 2012).
Entretanto, as visitas precisam ser antecedidas de preparo dos alunos, com aulas sobre os conteúdos ainda na escola. Assim, durante a visita, o aluno irá se informar melhor e deixar fruir o conhecimento, promovendo também a interação entre os pares. Mesmo depois da visita, é importante retomar conteúdos e propor tarefas de assimilação, com trabalhos práticos e reflexivos orientados às aprendizagens que se quer consolidar.
No planejamento de um projeto visando o espaço urbano, o Professor deve considerar o material de pesquisa levantado e as ações que pode desenvolver. Os conteúdos precisam ser adequados ao grupo de alunos e seus interesses, bem como o envolvimento com a aprendizagem que o projeto despertará. O Professor planeja ações e visitas para o aluno conhecer os espaços públicos, nas palavras da Profª Rosa Iavelberg (USP), "com olhos para ver e saberes para interpretar" o traçado urbano, a arquitetura, os monumentos e as obras de arte. O aluno aprende a ver o entorno público, e o frequenta informado sobre seus conteúdos que não são revelados pela simples observação. Dessa forma, desde a Educação infantil pode-se estudar o espaço público com o objetivo de formação cultural.
Outra fonte da cidade educadora é a memória dos moradores e agentes culturais: muitos pais, avós, moradores e parentes são fontes vivas de informações sobre o lugar onde se vive e a história da cidade ou região. Os alunos podem participar da pesquisa trazendo fotos antigas de seus familiares no espaço da cidade de origem, e compará-las, com o apoio do Professor, às paisagens atuais. Ensinar sobre a arte presente nas ruas é valorizar a Arte no cotidiano das pessoas e no espaço público.

Sobre a parceria entre a escola e a instituições culturais, estas reúnem objetos de Arte interessantes às aprendizagens escolares e, como já foi citado, museus e casas de cultura podem ser visitados física e virtualmente (usar as tecnologias da comunicação e da informação envolve os estudantes nas atividades). Os objetos de Arte expressam conteúdos de diversas áreas do conhecimento escolar e favorecem seu ensino de modo vivo e instigante, tanto de Arte universal como das culturas importantes de cada região ou de épocas passadas.
Meus alunos do 9º ano no centro histórico de Santos / SP,
onde fizemos o passeio da linha turístico-histórica do Bonde
e visitamos o Museu do Café (maio de 2012).
Projetos desse tipo podem resultar em inspirações para que os alunos façam suas próprias intervenções no espaço público (mediante autorizações do poder local ou no espaço da escola). As manifestações artísticas dos alunos podem ser compartilhadas pelas famílias e membros da comunidade convidados.

Eduardo Carvalho
Pólo de Praia Grande

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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Lazer, cultura e elementos comunitários - juventude e esportes de aventura

Informações baseadas nas vídeo-aulas do Prof. Ricardo Uvinha (USP), para o curso de Especialização "Ética, valores e cidadania na escola" (EVC - USP/Univesp).

O sociólogo francês Joffre Dumazedier define o lazer como um conjunto de ocupações às quais o indivíduo pode entregar-se de livre vontade, após livrar-se do compromisso de suas obrigações, podendo ser realizado em três dimensões: descanso, divertimento e desenvolvimento.
Os conteúdos culturais do lazer podem ser de interesses artísticos (relacionados a imagens, emoções, sentimentos de conteúdo estético na busca pela beleza), intelectuais (busca de informações objetivas, racionais, conhecimento vivido, preso à realidade), manuais (desenvolvendo a capacidade de manipulação para transformar objetos ou materiais e para lidar com a natureza), sociais (procura pelo relacionamento, pelo contato pessoal), físicos/desportivos (atividades onde prevalece o movimento) e interesses turísticos (busca pela quebra da rotina espacial e/ou temporal e pelo contato com novas situações, paisagens e culturas).
Para a vivência desses conteúdos, os equipamentos de lazer não-específicos foram construídos originalmente sem esta finalidade, mas eventualmente cumprem o papel quando, por exemplo, a rua simula uma quadra de esportes ou o espaço escolar é utilizado para o lazer e para a prática de esportes em localidades carentes de equipamentos de lazer específicos.
A especificidade de tais equipamentos ocorre quando são subordinados aos conteúdos culturais do lazer (academias de ginásticas, clubes, resorts, parques etc.) e sua sistematização deve ser feita conforme o conceito, programação, localização, atendimento, público e composição. Os equipamentos de lazer devem atender à população de forma democrática e receber efetiva política de animação cultural, através de agentes socioculturais que cumprem importante papel na sensibilização para usufruto do espaço.

Dentre os equipamentos específicos de lazer, atualmente são comuns aqueles voltados à prática de esportes de aventura. Isso ocorre, entre outros motivos, pela preferência do jovem a este tipo de atividade, pois esse grupo está sujeito ao "lazer mercadoria", de grande interesse da indústria cultural e agências de publicidade. A motivação dos jovens está, principalmente, na busca por novas experimentações.
O fato é que este tipo de lazer nos permite identificar a cultura e identidade dos diversos grupos, chamados comumente de "tribos", com suas relações interpessoais e de gênero, linguagem, vestimenta e música específicas, além de ocuparem espaços físicos denominados pela Antropologia de pedaços: termo que designa espaços intermediários entre o privado (casa) e o público (rua), de ordem espacial e de ordem simbólica (composto de uma ampla rede relações sociais).
Foto: Eduardo Braz
Fonte: Revista Nova Escola
Apesar dos esportes de aventuras parecerem muito distantes da realidade escolar, são conhecidas experiências de adaptações em escola brasileiras, ressignificando o uso dos equipamentos existentes ou aqueles trazidos pelos próprios alunos que já têm contato com este tipo de atividade. Outra opção seria levar os alunos aos espaços que possuem os equipamentos específicos para essas práticas. Tudo isso promove a socialização, a aquisição de novos conhecimentos, experiências e noções de Ecologia, tão valorizada por esses esportes.

Dessa forma, é possível a compreensão das múltiplas experiências do lazer vivenciadas pelo jovem no seu tempo livre, destacando os momentos de acentuada relevância em termos de valores e expressão de signos sociais desta cultura juvenil multifacetada e em constante transformação.


Eduardo Carvalho
Pólo de Praia Grande

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A cidade como projeto educativo, com a cartografia e a representação de lugares

Sonia Castellar (USP)

Para pensarmos a cidade, temos que relacioná-la com a escala de análise. Com o auxílio da Geografia e da Cartografia, fazer a diferenciação da organização do território com limites em função de seu tamanho (população, cidades, países, regiões), da escala de significado, que estabelece o nível de interpretação.
A partir daí, pode-se retomar o conceito de Cidade Educadora, ao fazer da cidade um objeto de Educação geográfica, significando superar a superficialidade conceitual e estabelecer uma relação mais eficaz entre o saber formal e o informal. Os alunos descobrem que a cidade é mais do que uma decodificação das informações que ela revela na sua aparência, mas pode-se descobrir a sua estrutura, sua gênese e função.
Para estudar a cidade é importante ter todos os aspectos ao mesmo tempo: território, local de vivência, circulação diária etc. As representações simbólicas do lugar são diferentes em função das práticas e da história de cada indivíduo.

Assim, ao se trabalhar a temática urbana, é necessário conhecer os vários enfoques a serem desenvolvidos individualmente ou de forma mais eficiente e conjunta. O enfoque será morfológico se no estudo a ênfase for a descrição das formas construtivas e visíveis, por exemplo, a classificação dos bairros, os tipos de edificações, a rede de circulação, os tipo de estabelecimentos, a rede social (escolas, hospitais, postos de saúde...). No caso do enfoque histórico, o ensino se organiza a partir dos relatos da biografia da cidade e da vida de seus habitantes, das mudanças e permanências através do tempo. Já o enfoque ambiental é realizado quando a problemática for o meio ambiente, como na análise do meio físico e os impactos das construções.
Este estudo da cidade tem por finalidade conhecer como vivem as pessoas, como funcionam as cidades e as redes de circulação, a qualidade de vida, bem como o auxílio na elaboração do plano diretor e na análise ambiental.
Um aplicativo que pode auxiliar em atividades com temática urbana está no site da Revista Nova Escola, Daqui pra lá, de lá pra cá, um jogo para pensar sobre relações espaciais, no qual os alunos vão colocar em prática conhecimentos geométricos de orientação espacial.

Para tanto, também se faz necessário o conhecimento da Cartografia e dos métodos de leitura de mapas, pois analisá-los é o mesmo que aprendermos a ler um texto criticamente, e então se pode desvendá-lo ideologicamente, suas intenções e opções teórico-metodológicas. Ao se copiar ou produzir sob um conjunto rígido de técnicas, não se aprende a lê-lo. O mapa reproduz um sistema de valores sociais que são culturais e históricos, são como construções culturais de discursos sobre o território: é possível ler a sociedade pelos seus mapas.
Um exemplo de atividades com mapas e sua leitura crítica pode ser encontrada em uma das postagens deste blog, Trabalhando com mapas históricos, no qual é possível verificar a expansão do território brasileiro desde a chegada dos portugueses com as Capitanias Hereditárias, até a atual divisão em Unidades Federativas. Tema recente também a ser trabalhado em sala de aula é o plebiscito ocorrido no estado Pará, como a finalidade de o dividir em mais dois novos: Tapajós e Carajás. Sobre este assunto, é possível verificar no portal UOL um infográfico com a evolução territorial do Brasil e os projetos de lei que tramitam na Câmara dos Deputados, visando a criação de novos estados.


Eduardo Carvalho
Pólo de Praia Grande

Educação Comunitária, Democracia e Direitos Humanos na escola

Informações retiradas das vídeo-aulas da Profª Ana Maria Klien (Unesco), para o curso de Especialização "Ética, valores e cidadania na escola" (EVC - USP/Univesp).

A Educação comunitária, antes associada à Educação não-formal e caracterizada por processos educativos coletivos, passou a incorporar o contexto escolar a partir dos anos '80, intensificando-se na década de '90, sendo caracterizada pela democratização do espaço e das relações, da participação de todos os envolvidos, da melhoria da qualidade da Educação. Seu objetivo é o desenvolvimento do "sujeito coletivo", isto é, de pessoas que se compreendam em meio à coletividade, que se tornem co-responsáveis pelas ações, relações, conflitos e decisões que ocorrem na comunidade.

Os diferentes contextos deste tipo de Educação definem-se pela rede social e educativa de relações à qual pertencem a escola, a família e outras organizações. As demandas e os interesses da comunidade passam a fazer parte da escola, do currículo e do trabalho pedagógico.

Neste contexto, as Cidades Educadoras, que surgiram no início da década de '90 na Espanha, têm como ideia central que a escola sozinha não tem condições de construir todos os conhecimentos e informações necessários ao mundo contemporâneo. Com isso, a Educação também deve ser competência da cidade.
O educador Jaume Trilla destaca três dimensões possíveis para a relação educação-cidade: aprender na cidade (recursos materiais, bens culturais, instituições governamentais ou não etc.), aprender da cidade (conhecimentos e práticas regionais, positivos e negativos), aprender a cidade (sentir-se parte de um todo, tornar-se cidadão ativo, preocupando-se com o bem estar social).

Assim, para realizar a Educação comunitária, é necessário, inicialmente, mapear, ou seja, praticar ação ampla que visa o olhar para as potencialidades da comunidade na qual a escola se insere. Em seguida, definir as trilhas educativas, isto é, o contexto pedagógico direcionado por temas específicos, que podem ser oriundos de uma intencionalidade e de uma objetividade, ou dados pela percepção das pessoas acerca da comunidade: desafios, potenciais (humanos, equipamentos, locais) e como elas se implicam. Por fim, os projetos transversais e interdisciplinares, a partir de um tema, articulam a realidade com os conteúdos curriculares, a formação em valores, a consciência crítica e a cidadania ativa.

Associados aos objetivos da Educação comunitária, os Direitos Humanos são comuns a todos, sem distinção de etnia, sexo, nacionalidade, condição social, nível de instrução, religião, opinião política, orientação sexual ou qualquer tipo de julgamento moral. Decorrem do reconhecimento da dignidade intrínseca de todo ser humano.
Na escola, Direitos Humanos se traduzem em conhecimentos, valores e ações necessárias à formação dos cidadãos em sociedades democráticas, e ao desenvolvimento integral do ser humano.

O filósofo e pedagogo John Dewey associou a democracia a um modo de vida. Na escola, trata-se de viver democraticamente, e não do domínio de conceitos. Por ser um modo de vida, a democracia é uma expressão ética, exigindo uma formação que enfatize a personalidade (individualidade) e a cooperação (responsabilidade pelo bem social). Para atender a esta necessidade formativa, a escola deve preparar o indivíduo para que ele pense e dirija-se por si, com responsabilidade e compromisso, num ambiente promotor dos Direitos Humanos.

Todos unidos através dos Direitos Humanos!, da aluna Ana Darla, 8ª série, 2008.

Portanto, a formação humana que se destina à ordem democrática e à construção de uma sociedade promotora dos Direitos Humanos se realiza por meio da Educação em Direitos Humanos, educando para e pela democracia. De acordo com o documento do Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos de 2009, a EDH visa a formação de sujeitos de direitos por meio do conhecimento e do respeito aos seus direitos; mais do que isso, pretende que essa formação traduza-se em ações, em um modo de conduzir a vida pessoal e social. Neste sentido, a EDH é, antes de tudo, um modo de vida que deve orientar a convivência social e escolar. Por caracterizar-se como um processo sistemático e multidimensional, seu desenvolvimento se dá mediante a articulação de cinco dimensões: a apreensão de conhecimentos, a afirmação de valores, a formação de uma consciência cidadã, o desenvolvimento de processos metodológicos e o fortalecimento de práticas individuais e sociais.

Assim, a EDH deve ser promovida em três campos: epistemológico (conhecimento e habilidades), axiológico (valores, atitudes e comportamentos) e práxis (ações práticas) e sua inserção curricular pode ser realizada através da pluridisciplinaridade, da transdisciplinaridade e interdisciplinaridade. Entretanto, os estudos realizados até aqui concluem que a Educação em Direitos Humanos tornar-se-á mais interessante e eficiente através da prática da transversalidade, em eixos temáticos.

Eduardo Carvalho
Pólo de Praia Grande


domingo, 30 de outubro de 2011

Pedagogia de projetos

Texto baseado em vídeo produzido pela Univesp TV para o curso de Especialização semi-presencial "Ética, valores e cidadania na escola" (EVC).

Sobre estratégias para projetos educacionais, o Prof. Ulissses Araújo (USP) define que tais projetos devem ter um ponto de partida e o planejamento de algumas das ações que serão desenvolvidas, mas o professor, nesse sentido, é um estrategista que vai adaptando o projeto em função do próprio desenvolvimento das ações, da própria coleta de informações e do conhecimento que os alunos trazem, obtendo a possibilidade de fazer alterações no transcorrer dos trabalhos, e até mesmo mudando seus rumos.

Um exemplos prático de projetos com viés ético-político-social pode ser a promoção de um debate entre os alunos, mas de forma que, previamente, promova pesquisas, levantamento de dados, questionamentos e outras ações que tornem tal debate mais consistente e livre de juízos pessoais. Mesmo após as discussões, novos conhecimentos serão construídos, possibilitando o desenvolvimento de outros projetos com os alunos.
Imagem de satélita da Baixada
Santista - Google Maps
O trabalho de campo também traz bons resultados em projetos educacionais. As estratégias solicitarão que os locais a serem visitados sejam estudados em sala de aula, e atualmente, com todos os recursos digitais e acessos a informações de satélites disponíveis, esse conhecimento torna-se bastante extenso e instigante, aumentando a curiosidade dos alunos antes mesmo de chegar ao seu destino. Os trabalhos in loco serão melhor aproveitados se houver diálogo interdisciplinar entre as áreas do conhecimento presentes nos locais visitados. Posteriormente, a análise dos dados e a interação entre alunos e professores trarão luz à outras estratégias para a interferência na realidade em que se vive.

Assim, de acordo com o Prof. Araújo, um projeto consistente e competente é aquele que abre a possibilidade do aluno se desenvolver numa dimensão que não se limita ao conteúdo escolar. É um projeto que vai proporcionar essa condição do aluno problematizar o mundo fora da escola, buscar respostas para suas dúvidas, e principalmente eleborar perguntas e respostas que tenham essa natureza ético-político-social, levando-o a compreender o mundo, visando sua transformação.

Eduardo Carvalho
Pólo de Praia Grande

terça-feira, 24 de março de 2009

Sugestão de atividade com jornal:
Os monumentos e a História da cidade

Subsídio: “Monumentos contam a história de Santos”, jornal A Tribuna 22/03/2009 p. A-4

Esta é uma sugestão de atividade para pesquisa de campo, usando como subsídio a reportagem publicada na edição de 22 de março do jornal A Tribuna. Nesta matéria, há uma seleção de monumentos históricos que podem ser encontrados por toda a cidade de Santos, principalmente próximos às praias. Na reportagem citam-se estátuas de personalidades, eventos e homenagens, além de um infográfico com a localização e imagens de alguns monumentos:


A partir desse material, é possível realizar um trabalho de pesquisa. A seguir, a apresentação da proposta aos alunos e os passos para sua realização:

  • Inicialmente, pode ser feita uma leitura da reportagem com a turma, solicitando que cada aluno anote os pontos que considerem mais interessantes;
  • A partir dessa leitura, abre-se um espaço para reflexão acerca da importância da existência e preservação de monumentos – não só estátuas, mas de qualquer tipo – e sua função na formação do imaginário histórico coletivo;
  • Aqui, pode-se atentar aos motivos que levaram o poder público a escolher determinada personalidade ou evento histórico;
  • Outro ponto a ser discutido é a questão da preservação do patrimônio, já que a matéria cita o vandalismo como um problema existente.
  • A própria reportagem já faz uma descrição sucinta da importância de cada monumento, bem como a data e os fatos envolvidos em sua inauguração, informações que podem ser usadas como incentivo a um conhecimento mais aprofundado de um monumento a ser escolhido pelo aluno ou pelo grupo.

Após a fase de apresentação e aproveitamento da leitura, já é possível usá-la como ponto de partida para a realização de uma pesquisa com o mesmo teor, porém, usando como tema os monumentos e patrimônios históricos de Itanhaém. Aqui se inicia a pesquisa de campo. É preciso conscientizar os alunos que em várias partes da cidade pode-se perceber a História, que muitas vezes passa despercebida na rotina cotidiana. A partir das informações recolhidas na reportagem sobre Santos, pode-se fazer o mesmo sobre nossa cidade:

  • Solicitar um levantamento dos monumentos e patrimônios históricos existentes na cidade (estátuas, construções, patrimônios naturais etc.);
  • Cada aluno ou grupo torna-se responsável por buscar a importância do tema de cada monumento, assim como informações acerca do contexto em que foi construído ou instalado;
  • Após todo o levantamento dos dados, já se pode confeccionar um infográfico – como o da reportagem – com localização, imagens e informações sobre os objetos de pesquisa.

Com a organização de todo o resultado da pesquisa, é possível formar um painel informativo sobre o patrimônio histórico da cidade, que poderá ser usado para exposições e outras diversas finalidades. Com exceção da leitura e discussão em sala de aula, este trabalho poderá ser feito quase todo como uma atividade extra-classe e, dessa forma, tem-se um projeto de grande importância, de acordo com a proposta do "jornal escola" e que não prejudica excessivamente o andamento do conteúdo definido no planejamento.

Ademais, esta atividade de pesquisa contempla conhecimentos e habilidades das áreas de História, Geografia e Artes de forma interdisciplinar. Os professores das respectivas disciplinas poderão colaborar entre si na concretização da atividade.