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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Primeira página de hoje

O site do museu interativo Newseum (newseum.org) disponibiliza a visualização da primeira página diária de diversos jornais do mundo!

http://www.newseum.org/todaysfrontpages/flash/

Ao abrir o site, visualiza-se o mapa de uma parte do mundo, geralmente iniciando-se pelos EUA (origem do site). Cada ponto corresponde a um jornal editado na mesma região apontada no mapa. A partir do menu superior, é possível visualizar outras partes do mundo: toda a América do Norte, Ásia, Caribe, Europa, Oriente Médio, Oceania, América do Sul e África. Aponta-se o cursor sobre o ponto escolhido e tem-se o nome do jornal, sua localização e uma miniatura da primeira página; e clickando no ponto, disponibiliza-se a visualização em formato "jpg".

O site está em inglês - o que não chega a ser um problema, pois é muito intuitivo. Sua aplicação em sala de aula é abrangente e interdisciplinar: pode-se solicitar aos alunos que busquem jornais em diversas partes do mundo e façam comparações, definindo as diferenças e semelhanças na diagramação, disposição das manchetes e propagandas e temas regionais ou globais. Com o auxílio das áreas de espanhol e inglês, traduzir as manchetes dos jornais do mundo ajudarão muito nesta tarefa; além da leitura das imagens, que por si mesmas já informam muito sobre como está o mundo, hoje!

Vale a pena também conferir outros recursos do site: http://www.newseum.org/

Agradecimentos a Suely Piedade Santos

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Cinemateca Brasileira resgata acervo audiovisual jornalístico da TV Tupi

A Cinemateca Brasileira apresenta um conjunto de imagens de arquivo organizadas em uma base de dados, resultado do projeto Resgate do Acervo Audiovisual Jornalístico da TV Tupi. São reportagens de telejornais veiculados pela primeira emissora de televisão do Brasil, que foi inaugurada em setembro de 1950 e encerrou sua programação em julho de 1980.
Buscando a meta de 125 horas de imagens históricas, o banco de dados conta com um sistema de busca, no qual pode-se refinar a pesquisa através de campos como "data", "assunto", "jornal", "descritores" e até "local de produção". Agradeço à Assessora em Educação Suely Piedade Santos por me informar sobre esse acervo.

Com as novas tecnologias chegando ao cotidiano das salas de aula e a disponibilização de laboratórios de informática e projetores multimídia, ou mesmo em escolas com poucos recursos, esse banco de dados se alia à criatividade do professor em utilizar os materiais disponíveis e pode ser muito útil nas aulas de História, Arte e Geografia - ou de qualquer outra área do conhecimento. A seguir, o link de acesso ao Acervo Jornalístico TV Tupi.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Jogos Africanos em sala de aula

Em acordo com as Leis nº. 10.639/03 e 11.645/08, publico esta postagem com orientaçõe sobre como aplicar jogos africanos em sala de aula, que podem ser utilizados num projeto de ensino-aprendizagem de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Em minha experiência profissional, apresentei os jogos à 8ª série nas aulas de Ensino Religioso mas, como os jogos são muito instigantes, podem ser aplicados em todos os ciclos da Educação Básica, nas disciplinas correspondentes às leis citadas.

Através dos marcadores africanidades e jogos africanos, tem-se acesso às publicações dos diversos jogos de origem africana postados neste blog.

Esses jogos, oriundos de uma cultura aparentemente desconhecida pelos educandos, tornam-a interessante por incitar ao raciocínio. As informações sobre história, origem e regras destes jogos já alcançam o objetivo de apresentar aos alunos algo da cultura africana. Porém, neste projeto pôde-se ir além: ao final dos trabalhos, os educandos desenvolvem outros conhecimentos, como a geografia da África, seus diversos países, bandeiras e até mesmo sobre a arte e a fauna específicas do continente africano. A seguir, serão fornecidas informações sobre como foi possível conseguir estes resultados:


1ª fase: apresentação dos jogos aos educandos
Esta primeira etapa é o momento em que se deve despertar a curiosidade dos educandos para os jogos. São apresentados os textos que explanam sobre as semânticas culturais dos jogos, o mapa da África e a localização dos países em que são populares.
Aqui é muito importante ter em mãos cada um dos jogos prontos, e simular partidas em que as regras são explicadas rapidamente, deixando uma lacuna que a curiosidades dos alunos se preocupará em preencher.

2ª fase: distribuição da turma em grupos de acordo com os jogos escolhidos e material
Neste momento, os educandos são convidados a confeccionar seus próprios jogos. De acordo com cada realidade das unidades escolares, a turma é dividida em grupos que escolherão um dos jogos para serem produzidos de forma artesanal.
Com relação ao material a ser utilizado, não há limites nem restrições. Na África, as crianças que não têm o tabuleiro resolvem o problema desenhando-o na areia, assim como as crianças brasileiras utilizam meias ou garrafas de plástico como bola e chinelos ou pedras como gol. Dessa forma, qualquer material que permita a produção dos tabuleiros e das peças pode ser utilizado.
Em minhas experiências, o tabuleiro foi confeccionado com cartolina, caneta esferográfica ou hidrocor, lápis de cor e régua. As peças ficaram a critério da imaginação de cada grupo de alunos: botões de roupa, tampinhas de garrafa, papelão...

3ª fase: decoração do jogo
Necessariamente, foi solicitado aos grupos que seu trabalho contivesse: nome do jogo, tabuleiro e identificação dos educandos, turma e professor. Porém, a decoração foi feita de forma autônoma pelos alunos, devidamente orientados.
Ficou a cargo do educador fornecer informações acerca da cultura, arte e geografia africanas. Foram disponibilizados Atlas geográficos, imagens sobre África e, de forma mais saliente, materiais sobre máscaras – uma das principais expressões culturais africanas. As atividades foram realizadas durante as aulas de História e de Ensino Religioso, mas com este material pode-se chegar a trabalhos relacionados às disciplinas de Geografia e de Artes.
O resultado de todo este trabalho foram jogos que vão muito além de uma divertida partida. Foram confeccionados tabuleiros decorados com bandeiras, mapas, informações geográficas, imagens sobre o tema e – o que mais chamou a atenção dos educandos – reproduções de máscaras africanas.

4ª fase: finalização dos trabalhos e conhecimento das regras para se jogar
Neste momento, resta apenas aos educandos conseguirem as peças. Como todo jogo de estratégias, só se aprende jogando. Com o tabuleiro pronto, a cartolina repleta de cultura africana e as peças disponibilizadas, chega-se à etapa mais esperada: jogar.
O educador então orienta cada grupo acerca dos movimentos e regras do jogo. Nesta etapa, percebeu-se um grande envolvimento por parte dos educandos, talvez por dois motivos: a diversão que todo jogo proporciona e, principalmente, o fato de estarem utilizando um jogo que é o resultado de seu próprio trabalho.

Acredito que nunca uma lei foi cumprida de forma tão divertida!

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quarta-feira, 8 de abril de 2009

Sugestões para "A incrível viagem do imperador"

A seguir, algumas sugestões de atividades que podem ser desenvolvidas utilizando-se o livro A incrível viagem do Imperador, de Patrícia Engel Secco (já citado em outro post) como referência:
  • O texto do livro faz referências diretas a locais e épocas específicas: Roma, 200 a.C.; Rio de Janeiro, 1820; Londres, 1870; Nova York, 1901; e novamente Roma no início do século XXI – contextualizando o Império Romano, a família real portuguesa no Brasil, a 2ª Revolução Industrial, a Belle Époque e a contemporaneidade. Assim, podem-se solicitar aos alunos pesquisas acerca desses contextos, para descobrirem os motivos que levaram a autora a escolher essas épocas para falar sobre a comunicação e a eletricidade. A atividade pode ser feita como uma pesquisa individual, ou separando-se em grupos para que cada um selecione na história um contexto e faça uma pesquisa que leve a conclusões sobre as relações deste contexto com a proposta do livro. Cartazes com os resultados podem ser confeccionados, e expostos em ordem cronológica formando uma linha do tempo com as aventuras do imperador fictício;
  • Uma das reflexões principais do texto diz respeito ao avanço das telecomunicações, mais rápidas e eficientes com o passar do tempo. A história cita algumas invenções e descobertas, bem como seus contextos, e isso pode servir como base para os alunos pesquisarem sobre este tema, tanto os citados no livro quanto outros que poderão vir a ser acrescentados a esse conhecimento. Mais uma vez, o resultado pode ser organizado numa linha do tempo, sendo que esta pode ser construída das mais diversas formas (cartazes, apresentação em computador, maquetes etc.);
  • O texto é rico em descrições, instrumento que o autor utilizou para caracterizar as épocas e os lugares em que o personagem passou, devido a isso existe um uso frequente de adjetivos e locuções adjetivas. Sendo assim, pode-se fazer um trabalho em grupo, dividindo-os de acordo com as cidades em que Caio Julio esteve. Os grupos devem reler o livro e analisar o uso dos recursos já citados na construção dos ambientes e das pessoas que viviam naquelas épocas. Após a finalização desta etapa, o professor pode escolher várias formas de dar continuidade a atividade, uma delas é fazer com que os grupos socializem a análise e discutam: qual o contexto que é mais bem descrito? Qual é mais fácil de imaginar? De acordo com as discussões, o professor deve intervir de maneira que os educandos notem a importância do uso dos adjetivos e locuções adjetivas para enriquecer e compreender um texto. Para o término da atividade, uma das opções é solicitar que os alunos façam um texto coletivo acrescentando recursos descritivos na parte do livro que eles julgarem ser necessário. Pode-se também utilizar um outro ambiente escolhido por eles para fazer a descrição, ou ainda desenhar os lugares e pessoas descritas no livro e depois compararem com os do colega, neste caso analisar-se-á também o ponto de vista e a leitura individual de cada um.

Por Eduardo Carvalho de Almeida (História) e Thais Alencar B. Nunziata (Língua Portuguesa)

Coordenação Ciclos III e IV

terça-feira, 24 de março de 2009

Sugestão de atividade com jornal:
Os monumentos e a História da cidade

Subsídio: “Monumentos contam a história de Santos”, jornal A Tribuna 22/03/2009 p. A-4

Esta é uma sugestão de atividade para pesquisa de campo, usando como subsídio a reportagem publicada na edição de 22 de março do jornal A Tribuna. Nesta matéria, há uma seleção de monumentos históricos que podem ser encontrados por toda a cidade de Santos, principalmente próximos às praias. Na reportagem citam-se estátuas de personalidades, eventos e homenagens, além de um infográfico com a localização e imagens de alguns monumentos:


A partir desse material, é possível realizar um trabalho de pesquisa. A seguir, a apresentação da proposta aos alunos e os passos para sua realização:

  • Inicialmente, pode ser feita uma leitura da reportagem com a turma, solicitando que cada aluno anote os pontos que considerem mais interessantes;
  • A partir dessa leitura, abre-se um espaço para reflexão acerca da importância da existência e preservação de monumentos – não só estátuas, mas de qualquer tipo – e sua função na formação do imaginário histórico coletivo;
  • Aqui, pode-se atentar aos motivos que levaram o poder público a escolher determinada personalidade ou evento histórico;
  • Outro ponto a ser discutido é a questão da preservação do patrimônio, já que a matéria cita o vandalismo como um problema existente.
  • A própria reportagem já faz uma descrição sucinta da importância de cada monumento, bem como a data e os fatos envolvidos em sua inauguração, informações que podem ser usadas como incentivo a um conhecimento mais aprofundado de um monumento a ser escolhido pelo aluno ou pelo grupo.

Após a fase de apresentação e aproveitamento da leitura, já é possível usá-la como ponto de partida para a realização de uma pesquisa com o mesmo teor, porém, usando como tema os monumentos e patrimônios históricos de Itanhaém. Aqui se inicia a pesquisa de campo. É preciso conscientizar os alunos que em várias partes da cidade pode-se perceber a História, que muitas vezes passa despercebida na rotina cotidiana. A partir das informações recolhidas na reportagem sobre Santos, pode-se fazer o mesmo sobre nossa cidade:

  • Solicitar um levantamento dos monumentos e patrimônios históricos existentes na cidade (estátuas, construções, patrimônios naturais etc.);
  • Cada aluno ou grupo torna-se responsável por buscar a importância do tema de cada monumento, assim como informações acerca do contexto em que foi construído ou instalado;
  • Após todo o levantamento dos dados, já se pode confeccionar um infográfico – como o da reportagem – com localização, imagens e informações sobre os objetos de pesquisa.

Com a organização de todo o resultado da pesquisa, é possível formar um painel informativo sobre o patrimônio histórico da cidade, que poderá ser usado para exposições e outras diversas finalidades. Com exceção da leitura e discussão em sala de aula, este trabalho poderá ser feito quase todo como uma atividade extra-classe e, dessa forma, tem-se um projeto de grande importância, de acordo com a proposta do "jornal escola" e que não prejudica excessivamente o andamento do conteúdo definido no planejamento.

Ademais, esta atividade de pesquisa contempla conhecimentos e habilidades das áreas de História, Geografia e Artes de forma interdisciplinar. Os professores das respectivas disciplinas poderão colaborar entre si na concretização da atividade.