quarta-feira, 24 de junho de 2009

Cinemateca Brasileira resgata acervo audiovisual jornalístico da TV Tupi

A Cinemateca Brasileira apresenta um conjunto de imagens de arquivo organizadas em uma base de dados, resultado do projeto Resgate do Acervo Audiovisual Jornalístico da TV Tupi. São reportagens de telejornais veiculados pela primeira emissora de televisão do Brasil, que foi inaugurada em setembro de 1950 e encerrou sua programação em julho de 1980.
Buscando a meta de 125 horas de imagens históricas, o banco de dados conta com um sistema de busca, no qual pode-se refinar a pesquisa através de campos como "data", "assunto", "jornal", "descritores" e até "local de produção". Agradeço à Assessora em Educação Suely Piedade Santos por me informar sobre esse acervo.

Com as novas tecnologias chegando ao cotidiano das salas de aula e a disponibilização de laboratórios de informática e projetores multimídia, ou mesmo em escolas com poucos recursos, esse banco de dados se alia à criatividade do professor em utilizar os materiais disponíveis e pode ser muito útil nas aulas de História, Arte e Geografia - ou de qualquer outra área do conhecimento. A seguir, o link de acesso ao Acervo Jornalístico TV Tupi.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Mapa da Região Metropolitana da Baixada Santista

Este foi um pedido de vários professores, devido a dificuldade em se encontrar uma mapa da região que não esteja "poluído" por informações em demasia ou com propagandas e, principalmente, um mapa em preto-e-branco.
Diante dessas solicitações, pedi ajuda a um amigo, professor George Marcel, apaixonado por cartografia e que já deu outras contribuições para este blog.

Com este mapa, será possível apresentar aos alunos uma visão geral de sua região. Como está em preto-e-branco, solicitar que pintem as cidades e as regiões dos mares e oceanos servirá para uma melhor compreensão da complexidade das divisas, e entender por que em alguns momentos é necessário utilzar-se de balsas ou pontes para se deslocar de uma cidade para outra.
Os alunos perceberão que o território de sua cidade é bem maior que suas noções subjetivas, o que poderá gerar discussões sobre perímetro urbano, perímetro rural, extensão e divisas. Assim, este mapa, aliado à imaginação do professor e à curiosidade dos alunos, será de grande utilidade.


Click na imagem para obtê-la num tamanho maior.

Se preferir a imagem no formato bitmap, faça aqui o download compactado, pois o tamanho e a qualidade do arquivo são maiores.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Jogos africanos - Yoté

O Yoté é o primeiro de uma série de jogos africanos que publicarei, aos poucos, em posts deste blog. A seguir, informações sobre o jogo e suas regras. Dicas sobre como aplicá-lo em sala de aula podem ser encontradas na postagem Jogos Africanos.

YOTÉ

Este jogo, muito popular em toda a região oeste da África (particularmente no Senegal), é uma das melhores escolhas para a introdução do educando à cultura africana e, ao mesmo tempo, convidá-lo a desenvolver seu raciocínio e sentido de observação.
Em alguns países africanos, os jogos de estratégia, como o Yoté, estão muito ligados às tradições. As táticas de jogo são verdadeiros segredos de família, passados de geração em geração; as crianças são iniciadas ao conhecimento do jogo quando estas se mostram aptas ao raciocínio estratégico. Entre alguns povos, este jogo é reservado exclusivamente aos homens, e às vezes, é usado para resolver conflitos entre eles. Outro motivo que faz o Yoté popular, principalmente no Senegal, é o fato de que os jogadores e os espectadores fazem apostas baseadas neste jogo.
Em muitos grupos infantis, as crianças costumam traçar o tabuleiro na areia, utilizando como peças pequenos cocos, sementes, pedras ou qualquer outro recurso facilmente conseguido.
Classificado entre “os melhores jogos da infância” pelo Comitê Internacional da UNICEF, este jogo desenvolve muito a sagacidade e o sentido de observação. Com uma estrutura e regras totalmente baseados em estratégia, o Yoté incentiva o educando ao raciocínio, desde o posicionamento da primeira peça até a percepção de que se ganhou ou perdeu a partida. Vale ainda destacar a semelhança das regras do Yoté com o jogo de Damas, muito popular entre os brasileiros.

Regras do Yoté
  • É um jogo de confronto estratégico para 2 jogadores.
  • Usa-se um tabuleiro de 30 casas com 24 peças, 12 de cada cor ou tonalidade.
Objetivo: Capturar ou bloquear todas as peças do adversário.
Início da partida
  • Cada jogador escolhe uma cor e coloca sua reserva de peças fora do tabuleiro.
  • Os jogadores determinam quem começa.
  • Cada jogador, na sua vez, pode colocar uma peça em uma casa vazia da sua escolha, ou mover uma peça já colocada no tabuleiro.
Movimentos: As peças se movimentam de uma casa em direção a uma casa vazia ao lado, no sentido horizontal ou vertical, mas nunca na diagonal.
Captura
  • A captura ocorre quando uma peça pula por cima da peça do adversário, como no jogo de Damas. A peça que captura deve sair da casa adjacente à peça capturada e chegar, em linha reta, na outra casa adjacente que deve se encontrar vazia.
  • Além de retirar a peça capturada, o jogador retira mais uma peça do adversário de sua livre escolha. Assim, para cada captura, o jogador exclui um total de duas peças do adversário.
  • A captura não é obrigatória.
  • Caso um jogador sofra captura de uma peça e não possua outras sobre o tabuleiro, seu adversário não poderá reivindicar a outra peça a qual teria direito.
Captura múltipla
  • Um jogador pode capturar várias peças do adversário com a mesma peça, até que não haja mais condições de pular.
  • Durante a captura múltipla é obrigatório, depois de cada captura, retirar a segunda peça antes de prosseguir com outras capturas.
  • É permitido retirar uma peça que lhe dê condição de continuar capturando outras peças.
Final do jogo
  • O jogo termina quando um dos jogadores ficar sem peças ou com as peças bloqueadas.
  • Quando os jogadores concordam que não há mais nenhuma captura possível, vence aquele que capturou mais peças.
  • Se ambos os jogadores ficarem com 3 ou menos peças no tabuleiro, e não seja mais possível efetuar capturas, o jogo termina empatado.
Algumas informações e ilustrações foram retiradas do site da empresa Ludens Spirit. Faça aqui o download das regras ilustradas deste jogo em formato PDF.
A postagem abaixo contém dicas sobre como aplicar este e outros jogos africanos em sala de aula.

Jogos Africanos em sala de aula

Em acordo com as Leis nº. 10.639/03 e 11.645/08, publico esta postagem com orientaçõe sobre como aplicar jogos africanos em sala de aula, que podem ser utilizados num projeto de ensino-aprendizagem de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Em minha experiência profissional, apresentei os jogos à 8ª série nas aulas de Ensino Religioso mas, como os jogos são muito instigantes, podem ser aplicados em todos os ciclos da Educação Básica, nas disciplinas correspondentes às leis citadas.

Através dos marcadores africanidades e jogos africanos, tem-se acesso às publicações dos diversos jogos de origem africana postados neste blog.

Esses jogos, oriundos de uma cultura aparentemente desconhecida pelos educandos, tornam-a interessante por incitar ao raciocínio. As informações sobre história, origem e regras destes jogos já alcançam o objetivo de apresentar aos alunos algo da cultura africana. Porém, neste projeto pôde-se ir além: ao final dos trabalhos, os educandos desenvolvem outros conhecimentos, como a geografia da África, seus diversos países, bandeiras e até mesmo sobre a arte e a fauna específicas do continente africano. A seguir, serão fornecidas informações sobre como foi possível conseguir estes resultados:


1ª fase: apresentação dos jogos aos educandos
Esta primeira etapa é o momento em que se deve despertar a curiosidade dos educandos para os jogos. São apresentados os textos que explanam sobre as semânticas culturais dos jogos, o mapa da África e a localização dos países em que são populares.
Aqui é muito importante ter em mãos cada um dos jogos prontos, e simular partidas em que as regras são explicadas rapidamente, deixando uma lacuna que a curiosidades dos alunos se preocupará em preencher.

2ª fase: distribuição da turma em grupos de acordo com os jogos escolhidos e material
Neste momento, os educandos são convidados a confeccionar seus próprios jogos. De acordo com cada realidade das unidades escolares, a turma é dividida em grupos que escolherão um dos jogos para serem produzidos de forma artesanal.
Com relação ao material a ser utilizado, não há limites nem restrições. Na África, as crianças que não têm o tabuleiro resolvem o problema desenhando-o na areia, assim como as crianças brasileiras utilizam meias ou garrafas de plástico como bola e chinelos ou pedras como gol. Dessa forma, qualquer material que permita a produção dos tabuleiros e das peças pode ser utilizado.
Em minhas experiências, o tabuleiro foi confeccionado com cartolina, caneta esferográfica ou hidrocor, lápis de cor e régua. As peças ficaram a critério da imaginação de cada grupo de alunos: botões de roupa, tampinhas de garrafa, papelão...

3ª fase: decoração do jogo
Necessariamente, foi solicitado aos grupos que seu trabalho contivesse: nome do jogo, tabuleiro e identificação dos educandos, turma e professor. Porém, a decoração foi feita de forma autônoma pelos alunos, devidamente orientados.
Ficou a cargo do educador fornecer informações acerca da cultura, arte e geografia africanas. Foram disponibilizados Atlas geográficos, imagens sobre África e, de forma mais saliente, materiais sobre máscaras – uma das principais expressões culturais africanas. As atividades foram realizadas durante as aulas de História e de Ensino Religioso, mas com este material pode-se chegar a trabalhos relacionados às disciplinas de Geografia e de Artes.
O resultado de todo este trabalho foram jogos que vão muito além de uma divertida partida. Foram confeccionados tabuleiros decorados com bandeiras, mapas, informações geográficas, imagens sobre o tema e – o que mais chamou a atenção dos educandos – reproduções de máscaras africanas.

4ª fase: finalização dos trabalhos e conhecimento das regras para se jogar
Neste momento, resta apenas aos educandos conseguirem as peças. Como todo jogo de estratégias, só se aprende jogando. Com o tabuleiro pronto, a cartolina repleta de cultura africana e as peças disponibilizadas, chega-se à etapa mais esperada: jogar.
O educador então orienta cada grupo acerca dos movimentos e regras do jogo. Nesta etapa, percebeu-se um grande envolvimento por parte dos educandos, talvez por dois motivos: a diversão que todo jogo proporciona e, principalmente, o fato de estarem utilizando um jogo que é o resultado de seu próprio trabalho.

Acredito que nunca uma lei foi cumprida de forma tão divertida!

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sábado, 16 de maio de 2009

Primeira transmissão de rádio da História - a evolução do som

Há dois dias atrás, publiquei uma postagem sobre a criação do Estado de Israel, devido a coincidência com o dia 14. Entretanto, um fato a ser lembrado - que para mim é de extrema importância e curiosidade - é que o 14 de maio também é o dia em que, oficialmente, foi realizada a primeira experiência de transmissão de rádio da História, em 1897 pelo cientista italiano Guglielmo Marconi. Assim, revisitando a data do post anterior, escrevo sobre esse importante evento nas telecomunicações.
O assunto me interessa muito, pois, amante da música que sou, considero este o primeiro passo para a democratização do acesso à esse tipo de arte. Claro, a música - assim como as outras artes - é naturalmente democrática, considerando-se que o ser humano utiliza-se de suas capacidades físicas e mentais para produzir e sentir a música. Entretanto, o que eu quero dizer com democratizar diz respeito a seu acesso, antes apenas local, e a partir daí irrestrito a qualquer parte do mundo. Graças ao rádio, pessoas podem ouvir músicas - de seu gosto ou não - em qualquer lugar e, principalmente, produzida e reproduzida de qualquer parte! Como se não bastasse podermos ouvir rádios de outros países e estados, com a internet e outras tecnologias atuais, podemos ter acesso a radiodifusões internacionais.

Introdução feita, volto ao destaque que fiz acima sobre o fato de Marconi ser oficialmente o inventor da radiodifusão pois, contemporaneamente a ele, um padre brasileiro fazia experimentos com o mesmo objetivo em nosso território e, não obstante, conseguiu resultados antes de Marconi.
Este é um debate semelhante ao caso da invenção do avião, disputada entre o brasileiro Alberto Santos-Dumont e os irmãos norte-americanos Wilbur e Orville Wright. Entretanto, atribuir a paternidade da radiodifusão ao padre brasileiro é algo pouco explorado na História da ciência.
De qualquer forma, temos autores que defendem que o padre Roberto Landell de Moura foi o primeiro a realizar experimentos de transmissão da voz humana através de aparelhos não conectados por fios. Entre os anos de 1893 e 1894 apresentou três aparelhos ao público: um transmissor de ondas, um telégrafo sem fios e um telefone sem fios. Dentre suas experiências públicas, a mais célebre foi a realizada do alto da Avenida Paulista ao Alto de Sant'Ana, numa distância de oito quilômetros.
Por não encontrar apoio oficial e institucional para suas experiências, padre Landell só pôde patentear seus inventos tardiamente, a partir do ano 1900. Mesmo assim, esta patente do padre-cientista brasileiro dizia respeito a um aparelho capaz de transmitir voz humana (radiofonia), sendo que o italiano Marconi, até então, só havia se dedicado à radiotelegrafia.

Debates sobre a paternidade da radiodifusão à parte, volto à questão da democratização do acesso a diferentes tipo de música referindo-me aos tempos atuais, em que o acesso à música parece ser quase totalmente irrestrito, graças à tecnologia do MP3. Este formato digital de música, desenvolvido em 1991 não foi o primeiro do gênero: sua praticidade encontra-se na compactação dos arquivos de música, antes com tamanho relativamente grande para os dispositivos de armazenamento da época. Servindo inicialmente para se ouvir e transportar músicas somente pelo computador, hoje existem mídias e aparelhos que armazenam e reproduzem esses arquivos de maneira fácil, rápida e, principalmente, portátil. Há inclusive como ouvir músicas digitais armazenadas em servidores de qualquer lugar do mundo, através do conceito de rádio on-line.
Considerando-se que até o século retrasado as pessoas só poderiam ouvir suas músicas preferidas - as que tinham acesso - ao vivo ou comprando apenas suas partituras, o avanço foi muito considerável, afetando a sociedade em diversos níveis: comportamental, comercial, industrial... até o ponto em que num passeio qualquer pelas ruas encontramos inúmeras pessoas curtindo suas milhares de músicas armazenadas em seus players portáteis equipados com fones de ouvido - e, nesse ponto, cabe questionar se, com tantas músicas, pode-se realmente aproveitá-las em sua essência.

Contudo, como esse é um blog educacional, contribuo deixando essa linha do tempo que projetei e chamei de A evolução do som, no que diz respeito aos equipamentos e tecnologias que armazenam e reproduzem músicas. (Clickando nela, pode-se visualizá-la num tamanho maior).
Nesta linha, considerei o registro das primeiras experiências de cada tecnologia, observando, por exemplo, a data do rádio, já explicada acima. Eu usei este gráfico com a 5ª série do Ensino Fundamental e com o 3º ano do Ensino Médio, dada a extensão de sua funcionalidade, pois este é um assunto muito curioso para nossos alunos, muitos deles já nascidos na era do CD ou até mesmo do MP3.
Suas aplicação são das mais diversas: pode-se, por exemplo, trabalhar o conceito de cronologia, apresentando as datas numa ordem misturada e solicitar aos alunos que as organizem; pode-se perguntar aos alunos quais aparelhos conhecem e quais deles foram inventados antes ou depois de sua data de nascimento; outra aplicação seria discutir como a evolução dos aparelhos sonoros afetou o comportamento das pessoas no ato de adquirir e ouvir música, de forma coletiva ou individual.
Conta-se que o engenheiro criador do walkman teve essa ideia ao ver um homem nas ruas carregando um enorme rádio toca-fitas estéreo conectado a fone de ouvidos, buscando escutar suas músicas sem incomodar outras pessoas. Assim, a invenção de um toca-fitas portátil foi de grande influência comportamental. Entretanto, atualmente, apesar de toda a portabilidade existente, muitos adolescentes criaram o costume de ouvir músicas através dos pequenos alto falantes externos dos celulares, abrindo mão da qualidade sonora para expor seu gosto musical a quem estiver próximo - goste do estilo da música ou não.

De qualquer forma, comportamento é algo que está em constante transformação e, dessa forma, termino minha homenagem a Marconi e Landell, os primeiros a se preocuparem com a comunicação a longa distância sem necessitar de fios e, assim, aproximando as pessoas e ajudando a democratizar o acesso a músicas de diferentes estilos e partes do mundo.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

A criação do Estado de Israel

14 de maio de 1948. Há 61 anos, foi criado o único estado judeu existente no mundo. A data de hoje é oportuna para discorrer sobre um conflito que frequentemente é visto na mídia mas, diferentemente da maioria das informações oriundas desta fonte, é apresentada de maneira confusa e passível de críticas.
Valendo-se do debate sobre abordagens políticas do tema (entre outras discussões), este é um assunto muito interessante para ser aplicado nas aulas de História, Geografia e, dentro da realidade da rede de ensino, na aula semanal de Ensino Religioso.

A Declaração de Independência do Estado de Israel foi escrita na madrugada do dia 13 para o dia 14, por David Ben-Gurion (líder do povo israelense), numa ocasião em que o novo país poderia tornar-se real, ou ser destruído. Na vizinha Jordânia, o rei Abdullah encabeça uma aliança de cinco países árabes determinados a impedir o nascimento de Israel. O Império Britânico, que havia feito o papel de pacificador nos últimos 30 anos, no dia 15 deste mesmo mês colocaria fim no Mandato Britânico na Palestina. Além disso, Ben-Gurion desafiava a ONU, que tinha seus próprios planos para a região. Entretanto, com o apoio do presidente norte-americano Truman, Israel podia ter uma chance de sobreviver - o que, no momento da escrita da Declaração, não era uma certeza.
Seis meses antes, as Nações Unidas tentavam encontrar uma solução política para a antiga questão da divisão da Palestina. Os planos seriam que o Estado judaico incluiria os portos de Haifa e Tel Aviv e todo o Vale de Negev; os árabes ocupariam a porção fértil oriental; e, finalmente, a cidade de Jerusalém ficaria sob jurisdição da ONU. Assim, os 65% dos palestinos que povoavam a região ficariam com apenas 40% da terra, desagradando o lado árabe, que pegou em armas e deflagrou uma guerra civil entre ambos os lados.
Em 12 de maio de 1948, em Tel Aviv, Ben-Gurion e seu gabinete, decidiram contra um cessar-fogo com os árabes, proposto pelos EUA. No dia 14, uma multidão se reúne em frente ao museu de arte de Tel Aviv e, em seu interior, o Conselho do Povo Judeu mais 300 testemunhas assitem a leitura, por Ben-Gurion, da Declaração de Independência do Estado de Israel.
Neste mesmo dia, no Ocidente, o presidente Truman responde aos apelos dos judeus e assina o reconhecimento do Estado de Israel e, assim como no texto da Declaração, não menciona nenhuma fronteira. Com o posicionamento dos EUA, outros países seguem a orientação e Israel torna-se uma realidade para o mundo.
Com o fim deste capítulo da história da Palestina, outro se inicia: para centenas de milhares de palestinos, o exílio está apenas começando e o rei Abdullah cumpre sua promessa de tentar destruir o novo país e inicia-se a Guerra da Independência (ou Guerra árabe-israelense de 1948). Entretanto, agora como um Estado, Israel pode comprar material bélico e acaba por vencer esta guerra. Desde o início da guerra civil, mais de 300 mil palestinos nunca retornaram às suas casas, e o mesmo padrão de conflito persiste até os dias atuais.

Voltando ao plano didático, em primeiro lugar, devemos estar atentos à nossa realidade: se a região em que se leciona não apresenta muita diversidade religiosa, é bem provável que os alunos não tenham conhecimento prático sobre o que seria um judeu ou o judaísmo. Assim, pode-se aproveitar essa falta para apresentar aos alunos as origens das práticas monoteístas. Os mapas ao lado podem ser muito úteis para se explicar a trajetória dos hebreus: sua migração de Ur à Palestina, a escravidão no Egito, o retorno e a posterior separação entre os reinos de Judá e Israel e, finalmente, a diáspora causada pela invasão romana.

Nesta oportunidade ainda de pode avançar e discutir sobre origens e sincretismos de outras religiões monoteístas, destacando o cristianismo e o islamismo.

Finalmente, após esclarecimentos sobre religião judaica e seus seguidores, é possível usar estes outros mapas para se discutir o conflito entre palestinos e israelenses, através da história da criação do Estado de Israel.
É importante, antes de se trabalhar o mapa, que fique claro para o aluno a localização geográfica do Estado de Israel, o que pode ser feito com um mapa-múndi. Esse procedimento se faz necessário para que esse conhecimento se aproxime do concreto, o máximo possível.
Para um leitura do mapa, deve-se solicitar aos alunos distinguirem as divisões através das cores. Espera-se ficar claro que a área destacada em verde corresponde à região do Estado criado em 1948, ainda com capital em Tel Aviv; entretanto, a área vermelha, composta por Colinas de Golã e Cisjordânia, em que Jerusalém inicialmente seria uma "cidade internacional" administrada pelas Nações Unidas, foi ocupada por Israel na década de 60.
Aproveitando-se dos eventos bélicos recentes, falta ainda aos alunos identificar a Faixa de Gaza, região densamente povoada por palestinos e que possui autonomia limitada.

A partir daí - escrevo por experiências próprias - naturalmente se abre um espaço em que os alunos discutem sobre qual povo realmente tem direito a esse região historicamente conflituosa. Uma boa prática seria retornar ao conhecimento das origens das religiões monoteístas e fazê-los refletir sobre o fato de ocorrer uma guerra, nomeadamente religiosa, entre dois povos que - liturgias e rituais à parte - cultuam o mesmo Deus.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Navegar é preciso...

Ok... acho que não poderia haver "bordão" mais óbvio do que este para servir de título para essa postagem. Por outro lado, é impossível deixar de lembrar, numa ocasião como essa, Fernando Pessoa e uma das suas mais conhecidas frases, formada por uma bela ambiguidade que gera confusões, dúvidas e discussões.
A ocasião citada refere-se ao dia 22 de abril que, além de ser a data de aniversário de Itanhaém - coincidentemente ou não - marca o encontro de duas culturas que iriam colaborar na ainda não formada identidade brasileira.
Se para Pessoa "viver não é necessário; o que é necessário é criar", foi justamente a capacidade de criação humana que permitiu navegar ser um ato preciso. No período conhecido como o das "Grandes Navegações" os cientistas desenvolveram formas de se localizar em meio a "mares nunca dantes navegados" (e então cito outro inevitável autor nesse tema, Camões), através da leitura das estrelas, orientada por instrumentos de localização.
Hoje em dia, com o GPS e a absurda funcionalidade do Google Maps, fica a cargo da imaginação e dos registros históricos pensar como os navegadores se localizavam a mais de seis séculos atrás:

Carta náutica: mapa, desenhado artisticamente com indicações detalhadas para a navegação. Esta carta foi produzida no século XIV.




Bússola: instrumento composto por uma agulha magnetizada que sempre aponta para o Norte, servindo para indicar direções.


Astrolábio: instrumento utilizado para calcular a posição e a altura dos astros, como este datado de 1608.











Continuando no raciocínio de Fernando Pessoa, o encontro de 22 de abril de 1500 não teria acontecido sem uma criação portuguesa, a Caravela. Inspirada na embarcação árabe carib, sua versão européia tinha dois ou três mastros, com velas triangulares. Era rápida e de fácil manobra. Em fins do século XV, surge um outro tipo de embarcação, a Nau. É maior e mais resistente que as embarcações precedentes, tendo sido utilizada por Vasco da Gama, na sua primeira viagem ao Oriente em 1498.


Este tema torna-se interessante ao educando quando se explora esse viés aventureiro e científico das navegações do século XV. O sentimento de descoberta fica mais latente ao perceberem que o mundo conhecido até então restringia-se à Europa, parte da Ásia e norte da África. Em experiências profissionais, pude perceber o fascínio dos alunos ao serem apresentados às embarcações, instrumentos e histórias de intempéries e lendas de monstros marinhos. Talvez a sede por descobrir o que há além dos limites de sua cidade - e muitas vezes até de seu bairro - cause uma identificação com as histórias dos navegadores.













Além disso, não se pode esquecer que os habitantes de Pindorama também não conheciam o que havia além-mar, e o inicial estranhamento recíporoco entre os povos pode gerar reflexões acerca de quem seria eu e quem é o outro.



quinta-feira, 16 de abril de 2009

Deuses egípcios

Apesar de toda a complexidade do tema, trabalhar Egito Antigo com alunos do Ensino Fundamental pode tornar-se bem empolgante quando trazemos a eles as fantásticas histórias da mitologia egípcia. Deuses com feições em que se misturaram características humanas com animais, relações com a vida após a morte, intrigas entre deuses e relações amorosas em que o sexo é tratado como parte dos rituais religiosos despertam a curiosidade dos alunos.
O contato com esses deuses estimulam a imaginação, e uma das formas de promover esse conhecimento é apresentando imagens e histórias dessas figuras mitológicas. Como suporte a esse tema, abaixo disponibilizam-se desenhos de alguns deuses, em preto e branco. Com esse material, podem-se realizar diversas atividades, como histórias em quadrinhos, reconhecimento de características, pintura, textos relacionando os desenhos e o que mais a imaginação do professor permitir. Clickando na imagem, pode-se obter o desenho ampliado:

Amon era também considerado o rei dos deuses. Muitas vezes era associado ao deus Rá (ou Ré), formando assim o deus Amon-Rá, o deus que traz o sol e a vida ao Egito. Era representado na forma de um homem em túnicas reais com duas plumas no cabelo.
Anúbis, também conhecido como Anupu é o deus da morte e dos moribundos, por vezes também considerado deus do submundo. Conhecido como deus do embalsamamento, presidia às mumificações e era também o guardião das necrópoles e das tumbas. Os egípcios acreditavam que no julgamento de um morto era pesado seu coração e a pena da verdade. Era ele quem guiava a alma dos mortos no Além.

Hator é uma das deusas mais veneradas do Egito Antigo, a deusa das mulheres, dos céus, do amor, da alegria, do vinho, da dança e da fertilidade.

(ou Ré) é a principal divindade da mitologia egípcia. É o Deus do Sol. Como uma das culturas agrícolas mais antigas e mais bem sucedidas da Terra, os antigos egípcios deram ao seu deus sol, Rá, a supremacia, reconhecendo a importância da luz do sol na produção de alimentos.A representação habitual de Rá era na forma de um homem com cabeça de falcão encimada pelo disco solar e pelo uraeus (serpente sagrada que cuspia fogo, destruindo desta forma os inimigos do deus), segurando nas mãos o ankh e o ceptro uase.

Osíris era um deus da mitologia egípcia, associado à vegetação e a vida no Além. Foi um dos deuses mais populares do Antigo Egito, cujo culto remontava às épocas remotas da história egípcia e que continuou até à era Greco-Romana, quando o Egito perdeu a sua independência política.
Marido de Ísis e pai de Hórus, era ele quem julgava os mortos na "Sala das Duas Verdades", onde se procedia à pesagem do coração ou psicostasia.

Ísis era uma deusa da mitologia egípcia. Segundo a lenda, Ísis ajudou a procurar o corpo de Osíris, que tinha sido despedaçado por seu irmão, Seth. Ísis, a deusa do amor e da mágica, tornou-se a deusa-mãe do Egito.

Hórus era o deus egípcio do céu, filho de Osíris e Ísis. Tinha cabeça de falcão e seus olhos representavam o sol e a lua.




Seth (ou Set) é o deus egípcio da violência e da desordem, da traição, do ciúme, da inveja, do deserto, da guerra, dos animais e serpentes. Seth era encarnação do espírito do mal e irmão de Osíris, o deus que trouxe a civilização para o Egito.

Na mitologia egípcia Sekhmet, Sachmet, Sakhet, Secmet ou Sakhmet ("a poderosa") é a deusa da guerra e das doenças. Sua imagem é uma mulher coberta por um véu e cabeça de leão. Muito temida no antigo egípcio, sendo ela o símbolo da punição de Rá: o Deus-Sol enviou Sekhmet (um possível aspecto mau de Hathor) para destruir os humanos que conspiravam contra ele.

Estes desenhos foram retirados da cartilha Pequenos Pagãos III. Se desejar, click aqui para baixar o arquivo completo, que também contém outros deuses egípcios.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Sugestão de livro: "A incrível viagem do imperador"

A incrível viagem do imperador, de Patrícia Engel Secco (ilustrações de Fábio Sgroi) utiliza-se do recurso da metalinguagem, ao contar a história de um imperador romano que viaja no tempo e, concomitantemente, mostra as observações de suas leitoras, irmãs gêmeas. Este recurso permite que o real leitor observe o estranhamento do imperador diante das mudanças e permanências do futuro e, ao mesmo tempo, mostra a posição ativa das leitoras diante das reações do protagonista.
Fazendo referências a nomes conhecidos de imperadores romanos, Caio Júlio é um imperador fictício que, em 200 a.C., ao fugir de uma rebelião, entra acidentalmente numa máquina do tempo e vai parar no Rio de Janeiro de 1820 – como diria Manuel Antônio de Almeida: “Era no tempo do rei...”. E o imperador, também pertencente ao passado, estranha o que para ele seria o futuro; porém, para as leitoras, os dois contextos pertencem ao passado.
A partir daí, desenrola-se uma discussão sobre a comunicação. O imperador está aflito para enviar uma mensagem às suas tropas, mas percebe que está distante deles no tempo e no espaço. Buscando fugir disso, realiza várias viagens no tempo (Londres, 1870; Nova York, 1901...) As pessoas que ele encontra, mesmo sem nada entenderem, procuram ajudá-lo com os meios de comunicação existentes em cada época. E neste contexto, sempre estão presentes as observações das leitoras, que frequentemente param a leitura para discutir a situação do imperador.
A viagem continua até que o protagonista consegue voltar para Roma, mas na nossa época contemporânea. Assim, o personagem entra em contato com o que há de mais moderno em comunicação (internet, televisão, celular etc.) e percebe que a cada viagem as formas de comunicação parecem ser mais rápidas, o que causa a percepção de que o espaço também ficou menor. A história ainda abre espaço para orientações acerca do uso consciente da eletricidade, num recurso educacional do livro.

Portanto, este livro permite diversos tipos de trabalhos e discussões com os alunos sobre as mudanças e permanências no decorrer da História, passando visões não só de personagens contemporâneos a nós – as irmãs – como também a percepção disso tudo para alguém que não conhece a História posterior à sua época – o que seria o caso do imperador. Além disso, considerando que vivemos num tempo em que as comunicações são praticamente instantâneas e que as distâncias quase se anulam, os alunos tem uma oportunidade para refletir sobre o fato de que toda essa velocidade e facilidade é algo recente, e que o ser humano sempre enfrentou dificuldades com as comunicações, mas sempre buscou soluções para torná-las mais velozes, eficientes e de uso cada vez mais simples e acessível.
Por Eduardo Carvalho de Almeida

Sugestões para "A incrível viagem do imperador"

A seguir, algumas sugestões de atividades que podem ser desenvolvidas utilizando-se o livro A incrível viagem do Imperador, de Patrícia Engel Secco (já citado em outro post) como referência:
  • O texto do livro faz referências diretas a locais e épocas específicas: Roma, 200 a.C.; Rio de Janeiro, 1820; Londres, 1870; Nova York, 1901; e novamente Roma no início do século XXI – contextualizando o Império Romano, a família real portuguesa no Brasil, a 2ª Revolução Industrial, a Belle Époque e a contemporaneidade. Assim, podem-se solicitar aos alunos pesquisas acerca desses contextos, para descobrirem os motivos que levaram a autora a escolher essas épocas para falar sobre a comunicação e a eletricidade. A atividade pode ser feita como uma pesquisa individual, ou separando-se em grupos para que cada um selecione na história um contexto e faça uma pesquisa que leve a conclusões sobre as relações deste contexto com a proposta do livro. Cartazes com os resultados podem ser confeccionados, e expostos em ordem cronológica formando uma linha do tempo com as aventuras do imperador fictício;
  • Uma das reflexões principais do texto diz respeito ao avanço das telecomunicações, mais rápidas e eficientes com o passar do tempo. A história cita algumas invenções e descobertas, bem como seus contextos, e isso pode servir como base para os alunos pesquisarem sobre este tema, tanto os citados no livro quanto outros que poderão vir a ser acrescentados a esse conhecimento. Mais uma vez, o resultado pode ser organizado numa linha do tempo, sendo que esta pode ser construída das mais diversas formas (cartazes, apresentação em computador, maquetes etc.);
  • O texto é rico em descrições, instrumento que o autor utilizou para caracterizar as épocas e os lugares em que o personagem passou, devido a isso existe um uso frequente de adjetivos e locuções adjetivas. Sendo assim, pode-se fazer um trabalho em grupo, dividindo-os de acordo com as cidades em que Caio Julio esteve. Os grupos devem reler o livro e analisar o uso dos recursos já citados na construção dos ambientes e das pessoas que viviam naquelas épocas. Após a finalização desta etapa, o professor pode escolher várias formas de dar continuidade a atividade, uma delas é fazer com que os grupos socializem a análise e discutam: qual o contexto que é mais bem descrito? Qual é mais fácil de imaginar? De acordo com as discussões, o professor deve intervir de maneira que os educandos notem a importância do uso dos adjetivos e locuções adjetivas para enriquecer e compreender um texto. Para o término da atividade, uma das opções é solicitar que os alunos façam um texto coletivo acrescentando recursos descritivos na parte do livro que eles julgarem ser necessário. Pode-se também utilizar um outro ambiente escolhido por eles para fazer a descrição, ou ainda desenhar os lugares e pessoas descritas no livro e depois compararem com os do colega, neste caso analisar-se-á também o ponto de vista e a leitura individual de cada um.

Por Eduardo Carvalho de Almeida (História) e Thais Alencar B. Nunziata (Língua Portuguesa)

Coordenação Ciclos III e IV

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Trabalhando com Mapas Históricos

Esta postagem se refere a uma experiência muito satisfatória que tive em sala de aula. Um dos objetivos no processo de ensino-aprendizagem é fazer o educando perceber as mudanças e permanências no decorrer da História. Isso pode ser observado nos sistemas de governo, arquiteturas, moda, economia, comportamento etc. Esses temas são largamente explorados, e nós ainda temos a colaboração e respaldo através da mídia (novelas e filmes de época, desenhos animados, publicidade...) - levando-se em consideração os devidos anacronismos.
Todo esse processo leva o educando a refletir sobre o fato de que o mundo já foi diferente do que ele conhece. Que seu país, cidade, ou mesmo seu bairro passaram por diversas transformações, assim como muitas coisas permaneceram imutáveis... Por que, então, não imaginar o mesmo para a Geografia? Será que entre os países do mundo as divisões sempre foram as mesmas? Os países que existem hoje sempre existiram? Pode acontecer de um país não fazer mais parte do mapa?
Estas questões que para nós, educadores, parecem ser óbvias, nem sempre se fazem percebidas pelos alunos. Afinal, não vamos esquecer que, por exemplo, Tocantins, não existia antes de muitos de nós nascermos; fato este que não ocorre no caso da maioria de nossos alunos, nascidos já nos primeiros anos da década de 90 do século passado.

Assim, para que este tema também se faça percebido por nossos educandos, disponibilizo um material sobre a geografia do Brasil no decorrer dos anos, desde as capitanias hereditárias até a atual divisão política do país, em estados:

O primeiro mapa poderá causar um estranhamento nos alunos, mas nada mais é do que o Brasil dividido em capitanias hereditárias, em 1534. Já em 1709, com a expansão para o interior, perceberão que o Brasil já começava a tomar a forma que eles conhecem atualmente.



O terceiro mapa da lista já participa do contexto da Inconfidência Mineira, em 1789, e inclusive pode ser usado para uma melhor localização dos eventos por parte dos alunos.


Em 1821, às vésperas da Independência, as capitanias passaram a se chamar províncias. O mapa a seguir mostra essa configuração da geografia do Brasil no ano de 1822 (repare que o atual Uruguai ainda era o território composto pela Cisplatina).

A partir da proclamação da República em 1889, no processo de implantação do novo sistema político, várias mudanças foram feitas no esforço de libertar o imaginário popular da antiga monarquia. Assim, na implantação da República Federativa do Brasil, as províncias foram substituídas por estados. Observando os dois mapas, percebe-se que no mais recente já está integrado ao território brasileiro o espaço conquistado na Guerra do Paraguai, bem como a ausência do território da Cisplatina, perdida no contexto da questão do Prata.
Mais mudanças são notadas desde a federalização do Brasil até 1943, em plena Era Vargas. A comparação dos mapas é um ótimo exercício de percepção e levantará dúvidas acerca de seus motivos - abrindo espaço para uma pesquisa. Finalmente, temos o mapa com a atual divisão política dos estados brasileiros.












Finalizando este post, publico uma montagem feita pelo meu amigo George Marcel, professor de Geografia e apaixonado por cartografia. Na época, pedi que ele me ajudasse a montar um quadro comparativo da evolução do território brasileiro, e aí está o resultado:



terça-feira, 24 de março de 2009

Sugestão de atividade com jornal:
Os monumentos e a História da cidade

Subsídio: “Monumentos contam a história de Santos”, jornal A Tribuna 22/03/2009 p. A-4

Esta é uma sugestão de atividade para pesquisa de campo, usando como subsídio a reportagem publicada na edição de 22 de março do jornal A Tribuna. Nesta matéria, há uma seleção de monumentos históricos que podem ser encontrados por toda a cidade de Santos, principalmente próximos às praias. Na reportagem citam-se estátuas de personalidades, eventos e homenagens, além de um infográfico com a localização e imagens de alguns monumentos:


A partir desse material, é possível realizar um trabalho de pesquisa. A seguir, a apresentação da proposta aos alunos e os passos para sua realização:

  • Inicialmente, pode ser feita uma leitura da reportagem com a turma, solicitando que cada aluno anote os pontos que considerem mais interessantes;
  • A partir dessa leitura, abre-se um espaço para reflexão acerca da importância da existência e preservação de monumentos – não só estátuas, mas de qualquer tipo – e sua função na formação do imaginário histórico coletivo;
  • Aqui, pode-se atentar aos motivos que levaram o poder público a escolher determinada personalidade ou evento histórico;
  • Outro ponto a ser discutido é a questão da preservação do patrimônio, já que a matéria cita o vandalismo como um problema existente.
  • A própria reportagem já faz uma descrição sucinta da importância de cada monumento, bem como a data e os fatos envolvidos em sua inauguração, informações que podem ser usadas como incentivo a um conhecimento mais aprofundado de um monumento a ser escolhido pelo aluno ou pelo grupo.

Após a fase de apresentação e aproveitamento da leitura, já é possível usá-la como ponto de partida para a realização de uma pesquisa com o mesmo teor, porém, usando como tema os monumentos e patrimônios históricos de Itanhaém. Aqui se inicia a pesquisa de campo. É preciso conscientizar os alunos que em várias partes da cidade pode-se perceber a História, que muitas vezes passa despercebida na rotina cotidiana. A partir das informações recolhidas na reportagem sobre Santos, pode-se fazer o mesmo sobre nossa cidade:

  • Solicitar um levantamento dos monumentos e patrimônios históricos existentes na cidade (estátuas, construções, patrimônios naturais etc.);
  • Cada aluno ou grupo torna-se responsável por buscar a importância do tema de cada monumento, assim como informações acerca do contexto em que foi construído ou instalado;
  • Após todo o levantamento dos dados, já se pode confeccionar um infográfico – como o da reportagem – com localização, imagens e informações sobre os objetos de pesquisa.

Com a organização de todo o resultado da pesquisa, é possível formar um painel informativo sobre o patrimônio histórico da cidade, que poderá ser usado para exposições e outras diversas finalidades. Com exceção da leitura e discussão em sala de aula, este trabalho poderá ser feito quase todo como uma atividade extra-classe e, dessa forma, tem-se um projeto de grande importância, de acordo com a proposta do "jornal escola" e que não prejudica excessivamente o andamento do conteúdo definido no planejamento.

Ademais, esta atividade de pesquisa contempla conhecimentos e habilidades das áreas de História, Geografia e Artes de forma interdisciplinar. Os professores das respectivas disciplinas poderão colaborar entre si na concretização da atividade.

sábado, 21 de março de 2009

Olá! Essa é a primeira postagem do blog _Edu_cação de Itanhaém (SP)! O título é uma brincadeira com o nome do coordenador das áreas de História, Geografia e Arte da rede municipal, Eduardo Carvalho.

Este espaço será utilizado para publicar novidades, avisos, sugestões, críticas... Compartilhar ideias para projetos educacionais é super bem-vindo!

O blog será dedicado aos professores das áreas que coordeno, mas quem me conhece sabe que TODOS podem participar com suas dúvidas ou contribuições!

Abraços!